sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Entrevista| Interview: Pedro Jardim




Pedro Jardim é o “homem dos sete ofícios”, aos quais acrescentou há pouco o de escritor. “Crónicas do Avô Chico” é o seu livro de estreia, que foi publicado pela Chiado Editora e vai já na segunda edição. Saiba mais sobre este autor e respetivo trabalho nesta entrevista.

Olá, Pedro. Podemos começar com uma pequena apresentação sua?
Em primeiro lugar, queria agradecer à Rute a oportunidade que me concedeu em poder divulgar, junto dos seus fãs e seguidores (já deve ter muitos – sorrio-lhe por isso), a minha obra literária: as Crónicas do Avô Chico, da Chiado Editora. E como é óbvio, dar-me a conhecer enquanto autor. Chamo-me Joaquim, Pedro para os amigos, Barradas para os colegas de trabalho e Pedro Jardim enquanto autor. Tenho 36 anos e há quem diga que sou: o “Homem dos Sete Ofícios”. É verdade, faço de tudo um pouco: sou chefe de polícia; sociólogo; pintor; também canto e sou escrevinhador ou escrevente – projecto a escritor, como costumo dizer.

Quando começou a escrever? 
Tudo nasceu quando era muito novo. Tinha os meus cinco, seis anos de idade e passava as férias de verão em terras alentejanas e em Vila Viçosa. Nasci em Lisboa e era no Alentejo, que passava o tempo das interrupções escolares. Em casa dos meus avós maternos descobri o fantástico, o maravilhoso, o incrível… por entre as mãos sábias do meu avô Chico, o Chico das Maravilhas, vi que era possível uma vida paralela, de sonho, porém ao mesmo tempo cheia de amor e carinho. Via-o escrever pela noite dentro as suas quadras, cantigas, narrações deambulantes, sinceras e cheias de significados que só os avós nos sabem dar. Foi a precisamente a ele, Francisco da Silva Jardim, que dediquei a minha primeira obra literária: as Crónicas do Avô Chico. Foi desde essa altura que comecei a escrever os meus rabiscos.

Ser escritor sempre fez parte dos seus planos?
Devido ao meu percurso pessoal e profissional, diria, confesso, que não estava nos meus planos ser escritor. Tudo rumava em direcções diferentes apesar de gostar bastante de escrever prosa, poesia e histórias infantis. À medida que fui crescendo, essa necessidade e apetência pela escrita foi tomando forma. Engraçado!, ainda me lembro quando escrevia cartas aos meus primeiros amores. Porém, e apesar de escrever desde muito novo, só recentemente mergulhei no mundo mágico da escrita, na ascensão da palavra, ao escrever em 2010 a minha primeira obra literária: As Crónicas do Avô Chico – Nostalgia da minha infância no Alentejo, editado em 2011 pela Chiado Editora.

Que razões o levaram a escrever as Crónicas do Avô Chico e como se desenrolou o processo criativo?
O que me levou a escrever estas minhas crónicas, que poder-se-iam chamar: as Crónicas do Pedro foi o facto do forte sentimento que senti aquando do falecimento do meu avô materno, Francisco da Silva Jardim. Foi através desse sentimento de perda que as minhas memórias falaram mais alto. Foi uma forma que arranjei para lhe dar vida através do papel e tinta que ele tanto utilizava, já que nas páginas deste livro continuará a espalhar a sua magia, aquilo que foi, aquilo que representou para mim, para os meus e para todos o quanto o conheciam. Sinto que desta forma continuará vivo, de certa maneira, e através desta minha obra posso dá-lo a conhecer a quem nunca o conheceu, Jardim para todos, “Chico das Maravilhas” para os amigos ou pura e tão somente, pai ou avô. Além disso é um livro que ao mesmo tempo é um roteiro pela nossa cultura, sobretudo, a alentejana e uma obra que poderá ser lido por pessoas dos 8 aos 80, como se costuma dizer: é um livro transversal a todas as idades. Todo o processo criativo foi rebuscado nas minhas memórias de infância, nas minhas traquinices e vivências de menino.

Como decorreu a busca por uma editora?
Essa, considero que foi a parte mais fácil de todo este processo, pelo menos para mim no que toca a esta obra literária. Não pensei logo em editar. Primeiro comecei a escrever no meu blogue (que vos darei a conhecer mais à frente) as minhas vivências de menino, que no fundo são as crónicas que estão escritas na minha obra, e como o feedback que recebi por parte dos amigos e conhecidos foi muito positivo, resolvi juntar as que tinha e decidi procurar uma editora para fazer uma homenagem ao meu avô Chico em forma de livro. Enviei então a maqueta da obra para várias editoras e todas aceitaram o desafio: decidi-me pela Chiado Editora porque foi a que me fez as melhores condições de edição na altura.

Que feedback tem recebido do público acerca do livro?
Tem sido muito bom, até porque o livro já está na segunda edição (atingiu-a em pouco mais de seis meses) e já está a ser distribuído no Brasil também. Tive o privilégio de o apresentar na RTP – programa “Portugal no Coração”, na TVI – programa “A tarde é sua”, TV Saloia – programa “Serra à Vista”, entre outros órgãos de comunicação social e tenho percorrido Portugal quase de lés a lés para contar estas minhas aventuras de menino. Consegui inclusive, para a minha segunda edição, três frases/comentários sobre as Crónicas do Avô Chico dos três apresentadores de televisão onde fui (que adoraram o livro): João Baião; Tânia Ribas de Oliveira e Fátima Lopes, que tiveram a gentileza de aceitar que os colocasse na contracapa do meu livro (2.ª ed.), o que a engrandece ainda mais. A opinião dos leitores é que escrevo muito bem, o que me deixa muito feliz, e todos consideram que tenho um futuro muito risonho. Mas eu não vou em cantigas (dizendo isto a brincar, claro). Estou a apostar bastante na minha formação (ao nível da escrita – escrita criativa, sobretudo) para que a minha escrita possa deixar a minha marca enquanto autor. O que me já me leram, gostam sobretudo, da forma como falo dos sentimentos e de como os faço recordar a sua própria infância… um suspiro num momento de angústia, um sorriso numa tarde de verão: recordar os momentos vividos com os avós, por exemplo. Nunca pensei ter o reconhecimento que tenho tido com esta minha singela homenagem, os sítios onde já fui, as entrevistas que já cedi, tem sido um mundo de descoberta para mim. É a minha paixão e nunca o vou deixar de fazer: escrever.

Quais são os seus planos no que concerne à escrita?
Oh! São tantos. Vou contar-vos alguns. A minha vida de escritor não fica por aqui e esta minha obra, as Crónicas do Avô Chico, da Chiado Editora, não será apenas a primeira. É apenas o início de algo que quero construir aos poucos. Estou a ter formação, como vos indiquei, na área da escrita para crianças onde terminei com nota máxima, um curso “ESCREVER PARA CRIANÇAS”, com uma pessoa muito especial: diria única - a escritora e amiga Margarida Fonseca Santos. Aprendi muito com ela, muito mesmo. Mas neste momento estou a frequentar outros cursos. Em breve (lá para Outubro – estão todos convidados para os lançamentos) editarei o segundo volume das minhas crónicas, que se intitulará: Crónicas do Avô Chico – A Senhora da Tapada, que será editado novamente pela Chiado Editora. Tenho também entre mãos um projecto infantil: A Gaiola Dourada que estou a fazer em parceria com uma amiga muito talentosa, Sofia Bragança que será a ilustradora. Será uma aposta bastante forte e que esperamos que nos possa abrir mais portas no mundo editorial. Estou a escrever também dois romances que já começaram a tomar forma: um romance policial e um juvenil. E não me fico por aqui, tenho também um projecto de poesia arquitectado, bem como, muitos outros projectos infantis.

Onde podem os leitores seguir o seu trabalho?
Deixo então o convite aos leitores e fãs do blogue da Rute, que sei é um grande sucesso: para que possam acompanhar os meus projectos e novidades através do facebook e não só. Basta para isso clicarem nos links em baixo ou pesquisarem pelo meu nome de autor: Pedro Jardim. Aí ficarão a conhecer a minha “obra”, salientando que o meu grande objectivo é, nomeadamente e no futuro dar o meu melhor para que possa ir mais além e dar um contributo positivo pela nossa cultura e pela nossa língua. Se houver interessados no meu livro, este pode-se adquirir em algumas lojas do comércio tradicional de norte a sul do país, não diz todas porque ainda são algumas, ou online através dos sites da FNAC; Almedina; Bertrand; Cook e site da Chiado Editora, ou por sua vez, como vos disseram: comprá-lo directamente a mim, já que envio com dedicatória personalizada – basta para isso pesquisarem pelo meu nome: Pedro Jardim (escritor) e fazerem os vossos pedidos. Aqui vos deixo as hiperligações do meu pequeno mundo – lá espero por vós:

https://www.facebook.com/#!/escritorpedrojardim
http://twitter.com/jrradas

E o link do meu livro:

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