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quinta-feira, 14 de maio de 2015

“Alien Hunter” – Perspetiva de Alex Meraz


Apresentada a perspetiva do diretor e escritor David Telles sobre o porquê da curta “Alien Hunter” ser tão relevante para ele, é a vez de partilhar a opinião do produtor executivo e coautor Alex Meraz:

«PORQUÊ ESTE FILME É IMPORTANTE - DOS REALIZADORES
Embora eu tenha nascido em Phoenix, no Arizona, a minha mãe, uma cidadã em situação irregular foi deportada e forçada a levar-me e aos meus três irmãos mais velhos de volta para o México. Determinada em trazer-nos de volta para a vida que queria desesperadamente para nós, a minha mãe trabalhou incansavelmente, e com sucesso, para obter os fundos para contratar um "coiote" (contrabandista) para nos trazer de volta para os Estados Unidos. 
Na escola primária eu estava matriculado no programa "ISL" ou "Inglês como Segunda Língua". Todos os meus amigos no programa haviam cruzado a fronteira recentemente, mas não eram cidadãos da mesma forma que eu. Eles falavam muitas vezes sobre o seu medo de serem deportados, receio que a minha família partilhava. Eu tinha um monte de culpa a crescer dentro de mim, especialmente no Arizona, onde as questões de imigração estavam em todos os noticiários. As crianças na escola começaram a chamar-me "molhado" e "parasita". Felizmente, a minha família mostrou-me verdadeira força nesses tempos e ensinou-me a valorizar-me e a estar grato pelo dom que a minha mãe me deu - a cidadania.
“Alien Hunter” é um projeto muito caro ao meu coração. Revela uma parte da imigração que há anos eu não tinha certeza de como expressar, mas sabia que precisava para ser ouvido. Agora, como um adulto e com essas experiências que me tornaram mais humilde, espero trazer estas crianças para fora da escuridão, criar compaixão e desafiar as pessoas a educar-se sobre o porquê de essas crianças cruzarem as nossas fronteiras. Este filme é dedicado às famílias que ainda estão a passar pelas mesmas lutas que a minha família passou, especialmente para as crianças.
Obrigado,
Alex Meraz» 

 

"Alien Hunter" - Alex Meraz’s perspective
Presented the perspective of the director and writer David Telles about why the "Alien Hunter" project is so relevant to him, it's time to share the view of the executive producer and co-author, Alex Meraz:
 

«WHY THIS FILM MATTERS - FROM THE FILMMAKERS

Though I was born in Phoenix, Arizona, my mother, an undocumented citizen was deported and forced to take my 3 older brothers and I back to Mexico. Determined to get us back to the life she desperately wanted for us, my mother worked tirelessly and successfully, to get the funds to hire a “coyote” (smuggler) to bring us back to the states.
In elementary school I was enrolled in the “ESL” or “English as a Second Language” program. All my friends in the program had recently crossed over but were not citizens the way I was. They often talked about their fears of being deported; fears my family shared. I had a lot of guilt growing up, where immigration issues, especially in Arizona, were all over the news. Kids at school started calling me "wetback," and "freeloader." Fortunately, my family showed me real strength during those times and taught me to value myself and to be grateful for the gift my mother gave me, citizenship.
Alien Hunter is a project very dear to my heart. It reveals a part of immigration that for years I was unsure how to express but knew needed to be heard. Now, as an adult and with these experiences that have humbled me, I hope to bring these children out of the darkness; to create compassion and to challenge people to educate themselves about WHY these children cross our borders. This film is dedicated to the families that are still going through the same struggles my family went through, especially to the children.
Thank you,
Alex Meraz»

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terça-feira, 5 de maio de 2015

Meet “Alien Hunter”

Olá!
O post de hoje é um pouco diferente. Não vou falar de como vai a minha escrita ou no que estou a trabalhar ou a ler, mas de algo com que me cruzei quando estava a trabalhar na série “Perdidos” e que me despertou a atenção ao ponto de segui-la até hoje.
Como expliquei no post de 8 de agosto de 2013 (http://rutecanhoto.blogspot.pt/2013/08/curiosidades-perdidos-lucas-purepecha-e.html), gosto de visualizar as coisas na minha cabeça antes de as passar para o papel, pelo que me facilita a tarefa dar um rosto às personagens. Para mim, o Lucas era uma versão do ator Alex Meraz que, para mim, se tornou uma verdadeira inspiração, principalmente pela sua história de vida.
Foi através do seu Twitter que fiquei a conhecer “Alien Hunter”, um projeto que, tal como a série “Perdidos”, combina realidade e ficção, embora a um nível mais profundo ao ponto de ser o foco da história. É este projeto que hoje vos apresento.
“Alien Hunter” é um filme independente que, pouco a pouco, vai ganhando vida com o apoio de todos. Para não me alongar muito (até porque ninguém tem paciência para ler posts muito longos…), hoje dou apenas a conhecer a sinopse da história, prometendo voltar a este assunto em breve, até porque me afeiçoei bastante ao mesmo ;-)

SINOPSE
Skyler Lincoln é uma miúda tenaz de 9 anos de idade, filha de Tyler Lincoln e obcecada pelo espaço sideral. Ela apenas quer ser como o seu velhote, uma "Caçadora de Aliens”. Ele procura aliens que atravessam a fronteira enquanto ela os procura nos céus.
Skyler vive num sítio que, de acordo com o seu pai, está sob ameaça constante de uma invasão alienígena. É seu dever proteger a fronteira entre o nosso mundo e a dimensão alienígena, a fim de "proteger a nossa liberdade".
Após se impacientar por não ser crescida o suficiente para participar numa caçada, Skyler esconde-se nas traseiras da carrinha do seu pai apenas para ser deixada para trás no duro deserto estéril, onde deve utilizar as suas habilidades de sobrevivência de caçadora alienígena e encontrar o caminho de volta para o seu pai. Através dos olhos e da imaginação de Skyler, veremos o deserto como um mundo alienígena fascinante, cheio de maravilhas e com a possibilidade de vida extraterrestre. 
Na sua aventura, Skyler encontra Memo, um menino precoce da sua idade vindo do outro lado da fronteira. Também ele está a atravessar o deserto sozinho após se ter separado do seu pai numa viagem para norte, onde a sua mãe o espera.
Embora não falem a mesma língua, as duas crianças conseguem comunicar através da sua imaginação e juntos embarcam numa jornada pelo desconhecido, na qual aprenderão o que realmente significa ser humano.



  
Hello!
Today's post is a little different. I won’t talk about how my writing is going or what I’m working on, or what I am reading. I’m going to tell you about something that I came across when I was working on the "Lost Ones" series and that caught my attention to the point of me following it to this day.
As I explained in my post dated from 8th August 2013 (http://rutecanhoto.blogspot.pt/2013/08/curiosidades-perdidos-lucas-purepecha-e.html), I like to visualize things in my head before putting them into paper, and such task is much easier if I give a face to the characters. For me, Lucas was a version of the actor Alex Meraz, who, to me, has become a real inspiration, especially for his life story.
It was through his Twitter that I got to know "Alien Hunter", a project which, like the "Lost Ones" series, combines reality and fiction, but at a much deeper level, to the point of being the focus of the story. It is this project I’ll present you today.
"Alien Hunter" is an indie movie that, little by little, is coming to life with the support of a lot of people. Not to dwell on this (since no one enjoys reading long posts...), today I’ll let you know only the story’s synopsis, and I promise I’ll return to this subject soon, even because I’ve grown quite fond it ;-)

SYNOPSIS
Skyler Lincoln is a tenacious outer space obsessed, 9 year-old daughter of Tyler Lincoln. She wants nothing more than to be just like her old man, an 'Alien Hunter'. He looks for aliens crossing the border and she looks to the skies.
Skyler lives in a place that according to her dad is under constant threat of an alien invasion. It is his duty to guard the border between our world and the alien dimension in order to "protect our freedom."
After growing impatient with not being big enough to go on a hunt, Skyler sneaks into the back of her dads truck only to be left behind in the harsh barren desert where she must utilize her alien hunter survival skills and navigate herself back to her father. Through Skyler's eyes and imagination, we experience the desert as a fascinating alien world, full of wonder and the possibility of extra terrestrial life. 
On her adventure, Skyler meets a precocious Memo, a boy her same age, from the other side of the border. He's also been trekking through the desert alone after being separated from his father on a journey north where his mother is waiting for him.
Although they don't speak the same language the two children are able to communicate though their imaginations and together they embark into the unknown where they both will learn what it truly means to be human. 





quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Curiosidades Perdidos: Lucas – Purépecha e pintura | Lost Ones Curiosities: Lucas – Purépecha and painting



O Lucas descende dos Purépecha e gosta de pintar. Não sei o que acontece com os outros escritores, mas eu, quando estou a escrever, estou a visualizar a história na minha mente, como se fosse um filme a desenrolar-se; isso é mais fácil se as personagens tiverem cara. Assim, fui ao Google e pesquisei imagens de jovens atores promissores. Houve um que me prendeu logo a atenção, não só por fugir ao estereotipo de menino bonito de Hollywood, como pelo seu ar de promessa e desafio. Estou a falar de Alex Meraz. Muito mais tarde, descobri que faz de “Paul” do clã de lobos no filme “Lua Nova”… enfim, sou distraída, daí não o ter reconhecido. Como sabia tão pouco sobre ele, pesquisei a sua biografia e deparei-me com esses dois dados: descende dos Purépecha e gosta de pintar. Achei interessante, por isso transferi as suas características para a personagem do livro. Aliás, na página 219 da versão portuguesa escrevi: “- Só tens de deixar fluir o romance entre o pincel e a tela”. Esta é, na verdade, uma frase que adaptei a partir de uma que o próprio Alex Meraz usou no seu Twitter e que veio mesmo a calhar ;-)




Lucas descended from Purhépecha and enjoys painting. I don’t know what happens with other writers, but I when I'm writing, I visualize the story in my mind, like a movie unfolding; it is easier to do so if the characters have a face. So I went to Google and searched images of promising young actors. There was one who held my attention immediately, not only because he escaped the stereotype of Hollywood pretty boy, but also by his air of promise and challenge. I'm talking about Alex Meraz. Much later, I discovered he plays "Paul" in the wolves clan in the movie "New Moon"... well, I'm distracted, hence not I have not recognized him. Since I knew so little about him, I researched his biography and I came across these two data: descended from Purhépecha and enjoys painting. I found it interesting, so I transferred these two characteristics to the character in the book. Indeed, on the English version, I wrote: "You just have to let the romance between the brush and the canvas happen.” This is actually an adapted phrase that Alex Meraz used in his Twitter account and that became very handy;-)