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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Michael Blog Tour




GUEST POST SOBRE "MICHAEL", ENVIADO POR CHRIS WHITE 

Primeiro de tudo, um agradecimento especial à Rute por me permitir ser convidado no seu blogue, e a todos os nossos incríveis fãs portugueses. A Saga Airel não seria nada sem vocês.

Adiante. “Michael” é o Livro II da saga Airel, e continua a história onde “Airel” (Livro I) parou. Para aqueles que leram, deixámos-vos com um pouco de suspense, e seguimo-lo com muito drama, romance e ação em “Michael”. Não quero estragar nada para quem a série é novidade, mas deixámos algumas pontas soltas em “Airel”. “Michael” ata muitas dessas pontas soltas, introduzindo tantas outras.

A Saga Airel é uma série de livros que se concentra numa ou duas ideias: a primeira, a do Génesis seis, é a do Nephilim - ou "gigantes na terra" - que Aaron e eu interpretamos no sentido de anjos caídos. Chamamos-lhes Caídos e são bons rapazes. Colocámos a pergunta, "E se um anjo se apaixonou tão profundamente por uma mulher que escolheu deixar o paraíso para ficar com ela"? A segunda ideia principal é esta: será que esses "gigantes na terra" tiveram descendentes? Será que eles têm habilidades especiais? Quantas gerações teriam esses superpoderes? E, claro, que tipo de maus da fita podiam estar atrás deles? Para aqueles familiarizados com “Airel”, já sabem: é a Irmandade.

“Michael” aproveita um monte de ideias de “Airel” e desenvolve-as mais. Estou particularmente feliz como a personagem de Michael cresce neste livro. Para os fãs que queriam saber mais sobre a nossa personagem de pôr o coração a latejar, terão muita informação nova aqui. E apesar deste ser o livro dele, com muita da sua estória contada a partir do seu ponto de vista, Airel ainda é a personagem principal. Ela é a nossa protagonista, e uma grande parte da estória ainda é contada (como no primeiro livro) do seu ponto de vista.

Mas não nos limitámos a isto. Introduzimos várias novas personagens, boas e más. A estória de Michael começa de facto, indo desde as montanhas de Sawtooth em Idaho, ao alto deserto aberto do leste do Oregon, Atlântico Sul, e - o meu favorito - África do Sul. Passei seis meses lá em 2002, por isso estava ansioso por escrever uma estória localizada aí. Há perseguições de carros, batalhas épicas, novos vilões impossíveis, agentes clandestinos, e reviravoltas de enredo mais com personagens novas que não vai conseguir antecipar.

Falando em novas personagens, uma das minhas favoritas é o Sr. Emmanuel. Irão encontrá-lo no final do livro. Não sei o que se passa com os bandidos, mas são muito divertidos de escrever. Também irão conhecer os pais de Airel pela primeira vez neste livro.

Mais coisas? Bem, só têm que verificar por vocês mesmos. “Michael” está à venda para Kindle a 17 de maio, e o lançamento na versão impressa está previsto para 15 de junho. O Aaron e eu já estamos debater ideias para o Livro III da Saga Airel, “Uriel”, que chegará em breve. Não se esqueçam de verificar os diários da Saga Airel, começando com o "Marsburg Diary - Book I”  e, em breve, “O Diário de Wagner”. Obrigado mais uma vez, Rute, e obrigado a todos os nossos fãs!



SINOPSE
Michael fez o impensável para salvar Airel da morte, mas agora tem de viver com as escolhas que ele, boas e más. Torturado pelo seu passado e perseguido pelo futuro, Michael procura redenção. Airel ganhou nova vida nova apenas para descobrir que velhas feridas profundas não cicatrizam de um dia para o outro. Poderá ela perdoar o seu amor ou perdê-lo para sempre na sua mente?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Entrevista| Interview: Chris White



Depois de perder tudo na queda de mercado de 2007, Chris White resolveu mostrar o quão versátil era, tornando-se num escritor. Não mais parou desde então e no ano passado juntou-se a Aaron Patterson nas aventuras de “Airel”. Vamos então descobrir mais sobre Chris e saber como foi co-escrever uma estória.

Como foi escrever "Airel" juntamente com Aaron Patterson?
Foi uma experiência boa, porém desafiante. Não é fácil ter dois capitães no mesmo barco, mas creio que conseguimos desenrascar-nos muito bem. A maneira como o fizemos foi assim: o Aaron escreveu a primeira versão e enviou-me o rascunho, e depois eu reescrevi com base nisso, mudando algumas coisas e acrescentando outras aqui e ali. Andámos para a trás e para a frente até terminarmos. Nunca escrevi assim antes, mas apreciei o desafio, porque as recompensas foram muitas.

Isso parece um pouco difícil. E quanto a "Michael", seguiram o mesmo processo?
Actualmente estamos a trabalhar em “Michael” e acreditamos que a data de lançamento deste seja em março ou abril. Mudámos um pouco desta vez. O Aaron tem-me entregue o livro por secções ou etapas. Notei que este método tornou as coisas um pouco mais difíceis, porque quando faço uma alteração ele não tem necessariamente conhecimento da mesma (a menos que lhe diga), e isso tem consequências para mim quando ele escreve de acordo com um certo caminho que eu tenha talvez mudado ou eliminado por completo. Um pouco mais emocionante, talvez.

Como se conheceram e que o levou a decidir trabalharem juntos?
Vi por acaso um artigo num jornal local sobre Aaron e a sua empresa. Trouxe-o para o Writers Huckins Guild, um grupo de crítica da qual sou membro, com a intenção de o compartilhar com aqueles escritores que procuram ser publicados. Sentei-me e comecei a organizar os meus arquivos, até que alguém se sentou ao meu lado. Olhei para cima e lá estava ele: Aaron. Apresentámo-nos naquele dia. Poucos meses depois, um amigo em comum no Grupo sugeriu que co-escrevêssemos um livro juntos. Aaron e eu estávamos já a trabalhar em “Airel”, mas eu era o revisor/ editor. Tinha lido a estória por inteiro e, quando ele me sugeriu que fizesse um investimento maior do meu tempo e esforço na mesma, disse-lhe que não. Mas mudei rapidamente de ideias quando pensei melhor sobre o assunto. Achei que iria ser estranho, que ele não me permitiria fazer alterações ou adicionar certos bocados criativos à estória que tinha imaginado por mim. Mas não foi mau de todo; na verdade, foi divertido. Acho que trabalhamos muito bem juntos. Tem sido uma parceria agradável, colaborar com ele.

Quando começou a escrever?
Comecei a escrever a sério em 2008. Era proprietário de parte de uma empresa de construção civil e perdi tudo na queda do mercado de 2007. Quando me sentei para escrever sobre isso, pensando que o processo seria catártico, simplesmente não consegui parar. Escrevi 80 mil palavras em três semanas. Foi quando provei a mim mesmo que poderia produzir uma obra de tamanho considerável do início ao fim e torná-la coesa, compreensível. Em 2009 fundei minha própria empresa, a C.P. White Media, Company Limited, dedicada apenas às minhas próprias expressões artísticas.

Que livros publicou até agora?
Comecei com um livro infantil ilustrado chamado “The Great Jammy Adventure of the Flying Cowboy”. É sobre como as melhores aventuras acontecem quando estamos de pijama, e como os maus da fita nunca ganham. É um livro que foi projetado para ser rabiscado ou colorido Depois disso co-escrevi “Airel” e Aaron e eu trabalhámos juntos para publicá-lo. Em seguida publiquei a novela spin-off “The Diary Marsburg”. Ambos são número um nas suas respectivas séries. Também publiquei várias curtas digitais, mais um livro da minha série standalone, “K [phantasmagoria]”.

Recebeu um feedback positivo sobre estas obras?
A minha base de fãs é menor do que a do Aaron, mas está a crescer graças à nossa parceria na série “Airel”. Dito isto, sim, eu tenho um pequeno, mas fanaticamente leal grupo de fãs e eu adoro-o.

Tem algum ritual que gosta de seguir quando está a escrever?
Sim. Depois que deixar o meu filho na escola, tenho uma loja de café favorita a que vou. Recebo o meu café havaiano numa caneca e, como eles têm salas para os clientes, vou para uma que esteja disponível. Fecho a porta, coloco os auscultadores nos ouvidos e começar a escrever. Ouço música clássica principalmente, ou bandas sonoras de filmes. A minha banda sonora favorita é a do filme “Inception – A Origem”.

Qual foi o melhor conselho que recebeu sobre a sua escrita?
Duas coisas: uma, li Stephen King On Writing, um livro obrigatório para um aspirante a escritor. Dois, Aaron e eu desembolsámos cerca de 4500 dólares para uma aprofundada terceira ronda de edição de “Airel”. O nosso editor arrasou-nos e o MS ficou completamente diferente (para melhor) depois disso. Retenho essas lições e estou sempre à procura de maneiras para melhorar-me a mim mesmo e à minha escrita. Uma maneira chave como faço isso é assistir às reuniões mensais de um grupo de escrita, onde lemos e criticamos as coisas em que estamos a trabalhar. O feedback é inestimável.

No que está a trabalhar de momento?
Estou um pouco a mais de meio de “Michael”, a sequela de “Airel”.

Fale-nos sobre os seus planos para o futuro.
Vou continuar a escrever tanto quanto possa no futuro previsível. Tenho várias ideias a fervilhar. Este ano lançaremos “Michael”. Também irei trabalhar na sequela de “The Diary Marsburg”, chamada “The Diary Wagner” e que deve sair este verão. Trabalharei também na sequela de “K[phantasmagoria]”, chamada “K[apposition]”. Não é ficção para jovens adultos (YA), mas estou particularmente orgulhoso das reviravoltas que criei. Quero igualmente continuar a trabalhar na minha série de livros para crianças, “The Jammy Adventure Books”, no entanto é muito dispendioso produzi-los.

Onde podem os leitores encontrá-lo?
Twitter: @cpwhitemedia
YouTube: http://www.youtube.com/user/bookjunkydelux?feature=guide

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Opinião| Review: "Airel", Aaron Patterson & Chris White


*SPOILER ALERT*

Acabei de ler “Airel” no dia 19 de Janeiro de 2012 e dou-lhe quatro estrelas. Dar-lhe-ia 4,5 se fosse possível. Porque não dar logo 5? Porque lhe falta aquele factor “x” que me deixaria a suspirar por um livro, embora esteja lá perto.
Antes de mais, e mesmo sabendo que não devo julgar um livro pela capa, quero deixar os parabéns à Claudia pelo excelente trabalho. Adoro a capa =)
Ora, o que me agradou nesta estória? Gosto do facto de misturar ação e romance – temos uma boa dose dos dois. Sempre que estamos fartos de lamechice, os autores mudam de estratégia e apresentam-nos uma cena de acção. Agrada-me este equilíbrio.
Gostei da Airel. É uma personagem forte, que dá sempre a volta por cima apesar de todas as contrariedades. O romance com o Michael também é bonito, embora não chegue a ser “consumado”. E que tal um beijinho pelo menos?! Lol! Quanto a isto, tenho um reparo a fazer: depois do combate com o Stan e o Seer, Airel junta-se a Kreios na biblioteca e farta-se de chorar por causa do seu desgosto amoroso. Esta é uma cena que alteraria. Ela já tinha chorado um mar de lágrimas antes de irem resgatar a Kim, não era preciso estar a repetir tudo outra vez. Creio que a cena poderia ter sido melhor aproveitada; por exemplo, Kreios podia ter-lhe falado mais sobre a sua origem ou sobre Eirel.A revelação em torno de James foi interessante. Já suspeitava da ligação de Michael à Irmandade, porém não desconfiava da natureza de James. Ah! E não me tinha ocorrido qual a identidade do assassino doido que surge depois de Airel ser raptada. Surpresas são sempre bem-vindas. Tenho uma observação a apontar: ambas as narrativas sobre Stan e Kreios estão na terceira pessoa, porém sempre que se trata de Airel, esta é-nos apresentada na primeira pessoa. Presumi então que, como este livro tratava sobre Airel, seria por isso que a estória era contada directamente por ela. No entanto, li o primeiro capítulo do volume seguinte, “Michael” (eu sei, fiz batota…), e este continua na terceira pessoa. Julguei que este seria apresentado na primeira, dado que é a estória de Michael, mas tal não aconteceu. Assim sendo, creio que fazia sentido que toda a narrativa se apresentasse na terceira pessoa. Os autores já deram mostras de que o sabem fazer, por isso porque não fazê-lo?
Também gostei do ritmo da estória. Não foi demasiado apressado e as coisas demoraram o seu tempo.
Por último, achei o final emocionante. Passei o tempo todo a pedir uma reviravolta, não acreditando que aquilo seria o que estava reservado a Airel. É um final que nos deixa na expectativa e a ansiar por mais. Venha então “Michael”!



I finished reading "Airel" on January 19, 2012 and I rate it four stars. I would rate it 4.5 if it was possible. Why not go for 5? Because it doesn’t have the “x” factor that would make me sigh for a book, although it is pretty close.
First of all, and even though I know I shouldn’t judge a book by its cover, I want to congratulate Claudia by her excellent work. I love the cover =)
Now, what did I like in this story? I like the fact that it mixes action and romance – we have a good dose of both. Whenever we’re sick of corny lines, the authors change their strategy and present us an action scene. I like this balance.
I liked Airel. She’s a strong character, who always comes out on top despite all the setbacks. Her romance with Michael is also beautiful, although it’s not “consummated". How about a little kiss at least?! Lol! In this regard, I have a repair to do: after the fight with Stan and the Seer, Airel joins Kreios in the library and she cries a lot because of her broken heart. That’s a scene I would change. She had cried a river before going to rescue Kim, it didn’t have to be repeated all over again. I think the scene could have been better used; for example, Kreios could have told her more about her origins or about Eirel.
The revelation about James was interesting. I suspected about Michael’s connection to the Brotherhood, but not about James’ nature. Oh! And I didn’t foresee the identity of the crazy killer who showed up after Airel was kidnapped. Surprises are always welcome.
I have an observation to make: both narratives about Stan and Kreios are in the third person, but when it comes to Airel, it is presented to us in the first person. I assumed that, as this book was about Airel, that would be why the story was told directly by her. However, I read the first chapter of the next volume, "Michael" (I know, I cheated...) and this continues in the third person. I thought it would be presented in the first, since it is the story of Michael, but this didn’t happen. Therefore, I consider it would make sense that the whole narrative was presented in the third person. The authors have already shown that they can do it, so why not bet on that?
I also liked the pace of the story. It wasn’t too rushed and things took their time.
Finally, the finale was exciting. I spent the whole time asking for a turnaround, not believing that that was what fate had in store for Airel. It's an ending that leaves us hoping and yearning for more. Next stop: "Michael"!

Link: http://www.goodreads.com/review/show/241997693