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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Novo livro da Carla M.Soares




Carla M. Soares, autora de sucessos como "Alma Rebelde" e "A Chama ao Vento", está de volta com um novo livro. Intitulado "O Cavalheiro Inglês", a obra está a partir de hoje disponível nas livrarias, podendo também ser encontrada online, por exemplo, na Wook em http://www.wook.pt/ficha/o-cavalheiro-ingles/a/id/16069705. Para os amantes de romances históricos, aqui partilho a ficha técnica e a sinopse:

FICHA TÉCNICA
Título: O Cavalheiro Inglês
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 400
Editor: Marcador
ISBN: 9789897541254
Coleção: Marcador Literatura

SINOPSE
PORTUGAL. 1892. Na sequência do Ultimato inglês e da crise económica na Europa e em Portugal, os governos sucedem-se, os grupos republicanos e anarquistas crescem em número e importância e em Portugal já se vislumbra a decadência da nobreza e o fim da monarquia.
Os ingleses que permanecem em Portugal não são amados.
O visconde Silva Andrade está falido, em resultado de maus investimentos em África e no Brasil, e necessita com urgência de casar a sua filha, para garantir o investimento na sua fábrica.
Uma história empolgante que nos transporta para Portugal na transição do século XIX para o século XX numa descrição recheada de momentos históricos e encadeada com as emoções e a vida de uma família orgulhosamente portuguesa.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Primeiro evento Coolbooks

Várias obras apresentadas em conjunto, no Instituto Camões, em Lisboa

O primeiro evento de apresentação de obras editadas pela Coolbooks, a nova chancela digital do Grupo Porto Editora, tem lugar a 19 de junho, às 18:30, na sede do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua. A sessão é inovadora, porque reúne vários autores, que apresentam os respetivos livros.
O evento inclui demonstrações de leitura de e-books e uma sessão de autógrafos original. Diogo Beja, animador de rádio e apresentador de televisão, mas também um entusiasta dos livros digitais, participa na
apresentação, juntamente com os autores Ana Nunes (O enigma do castelo assombrado), Carla M. Soares (A chama ao vento), Fernando Pessanha (O pianista e a cantora), José Baptista Roque (O sem-abrigo), José Micard Teixeira (Saiba como mudar a sua vida), Olinda P. Gil (Sudoeste), Rita Inzaghi (Ponto zero) e Rui Madureira (Depuração).
A Coolbooks tem estado, também, a promover uma campanha de incentivo à leitura digital na Feira do Livro de Lisboa. No espaço daquele que é o maior grupo editorial português têm vindo a ser distribuídos, a
quem faz compras superiores a trinta euros, 10 mil vouchers, através dos quais – com a simples leitura de um QR Code ou digitando um código num endereço disponibilizado para o efeito – se oferecem, sem
contrapartidas, 10 mil livros digitais. E esta oferta não é restritiva: é possível escolher o livro que se quer ler, entre os 14 já editados pela chancela.
Em www.coolbooks.pt, estão disponíveis todas as obras publicadas pela Coolbooks, uma chancela que tem como objetivo dar a conhecer novos autores de língua portuguesa, editando – em exclusivo – em suporte digital.


sábado, 26 de abril de 2014

Coolbooks

A Coolbooks é uma chancela digital do Grupo Porto Editora que nasceu oficialmente na véspera do Dia Mundial do Livro e o seu objetivo é dar a conhecer novos autores de língua portuguesa, publicando as suas obras exclusivamente em versão digital. A Olinda P. Gil e a Carla M. Soares, que não são nomes estranhos a este blogue, são duas das autoras representadas.

A chama ao vento, Carla M. Soares
 
Um corpo anónimo é lançado à água num misterioso voo noturno sobre o Atlântico… 
Vivem-se os anos mais negros da Segunda Guerra Mundial, e a vida brilha com a força e a fragilidade de uma chama ao vento. Na Lisboa de espiões e fugitivos dos anos 40, João Lopes apresenta à sua amiga Carmo um estrangeiro mais velho, homem de segredos e intenções obscuras que depressa a seduz, atraindo os dois jovens para uma teia de mistérios e paixões de consequências imprevistas.
Anos volvidos, Francisco, jornalista, homem inquieto, pouco sabe de si próprio e menos ainda de Carmo, a avó silenciosa que o criou, chama apagada de outros tempos. É João Lopes quem promete trazer-lhe a sua história inesperada, história da família e dos passados perdidos nos tempos revoltos da Segunda Grande Guerra e da Revolução de Abril. Para João, é uma história há muito devida. Para Francisco, o derrubar dos muros que ergueu em torno da memória e da própria vida.
Um retrato íntimo de Portugal em três gerações, pela talentosa escritora de Alma Rebelde.



Sudoeste, Olinda P. Gil

O mesmo mar, a mesma casa. Talvez a mesma história e a mesma mulher que nela vive. Ou três histórias diferentes de três mulheres diferentes que viveram na mesma casa.
Sudoeste traz-nos três histórias distintas, como que variações de um mesmo tema.
Em todas elas está presente o mesmo ambiente marítimo, um envolvimento amoroso, uma personagem com «o chamamento do mundo». Todas as histórias se passam na mesma casa, na mesma quinta, na mesma praia, na mesma falésia. As próprias personagens vão tendo pequenas variações. Contudo, os contos são muito diferentes; cada um oferece-nos uma perspetiva distinta de como se pode viver o amor e o desejo de partir: do sentimento mais puro e simples à capacidade de começar tudo de novo.



Descubra os novos autores em http://www.coolbooks.pt/

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Entrevista: Carla Soares, autora de "Alma Rebelde"


Olá, Carla. Fala-nos um pouco de ti.
Creio que a melhor forma de falar de mim está na badana do livro, mais ou menos assim: Nasci em 1971 (esclareço, já entrei nos quarenta). Formei-me em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras de Lisboa, e tornei-me professora. Tenho um Mestrado em Estudos Americanos – Literatura Gótica e Film Studies. Sou doutoranda no Instituto de História da Arte, na Faculdade onde me formei. Sou, antes de mais, filha, mãe, mulher, amiga. Leitora e escritora compulsiva. Sempre. Acrescento que gosto das minhas horas sozinha, sobretudo para escrever, sou incapaz de contar uma anedota, mas de vez em quando rio até às lágrimas, sobretudo com os meus filhos. E as horas do dia em geral mal me chegam, mas o meu lema é e será sempre ‘tudo se faz’.

Quando e como começou o teu percurso pela literatura na qualidade de autora?
Começou numa altura, já depois dos 30, em que lia muita fantasia. Tive uma ideia e quis saber se conseguia levá-la até ao fim. Há anos que não escrevia nem sequer um conto ou um poema, mas escrevi em pouco tempo as cerca de 300 páginas de um romance chamado “A Senhora do Rio” que, depois de revisão, ainda há de aparecer por aí um dia. Isto foi há cerca de 8 anos e não parei mais de escrever, escrevo sempre que posso e com muita alegria.

"Alma Rebelde" foi lançado pela Porto Editora. Muitos escritores gostariam de ter o apoio de uma "grande" editora. Como o conseguiste?
Já tenho afirmado muitas vezes que esta publicação foi uma surpresa para mim, num momento tão difícil para apostar em novos autores, e sendo a minha primeira experiência no romance de época. De resto, decorreu da forma mais normal possível: enviei o original, por email, e segui o processo que julgo ser o habitual. Como não me conheciam, sou mesmo uma absoluta e ilustre desconhecida, quiseram primeiro saber quem eu era. Pediram-me um pequeno CV, quiseram conhecer-me pessoalmente. Falámos na Feira do Livro de 2010... Sim, foi tudo muito demorado mas, depois dessa primeira fase, muito simples. A Porto Editora tem uma excelente máquina, de maneira nenhuma me senti relegada para segundo plano por eles por ser novata. E se o que se diz sobre bodas molhadas se aplicar a lançamentos de livros, o “Alma Rebelde” vai ser um tremendo sucesso - chovia a potes!

Que conselhos darias a quem se está a lançar agora nas lides da escrita?
Um: que se assegure de que o seu texto é o melhor possível antes de o enviar. Que o dê a ler a várias pessoas, ouça as opiniões, corrija muito se for preciso. Dois: que se encha de coragem e paciência para as rejeições, e sobretudo para a ausência de resposta. Há editoras que respondem ao email rapidamente, outras demoram, outras nunca chegam a responder. É o que mais custa. Talvez seja bom fazer uma pesquisa antes de propôr o original, para saber quem publica o género de original que temos, aumenta as hipóteses de ser lido. E fazer uma boa sinopse ou resumo.

Atualmente estás a trabalhar num novo manuscrito, "A Grande Mão". Podes levantar um pouco do véu e contar-nos sobre o que trata?
Primeiro uma correção e um esclarecimento: “A Grande Mão” é muito anterior ao “Alma Rebelde”, é um texto com pelo menos cinco anos. Está quase a ir à escola. Foi um texto de que a PE gostou (ou foram simpáticos) mas que, pelo género, não lhes interessou. Julgo que talvez tenham preferido não apostar em textos de tipos tão diferentes para o mesmo escritor. É um texto de fantasia, embora essa vertente não seja demasiado marcada, e é ao mesmo tempo uma grande aventura com todas as suas características mais dinâmicas, fugas, missões e batalhas, a descoberta de capacidades e lugares mágicos, de belas amizades, amores e verdades pessoais. E de crescimento. A sinopse, creio, já diz muito sobre isto.

Que planos tens para esta nova obra?
Uma vez que ela é só minha, toda minha para fazer dela o que quiser, tenciono disponibilizá-la em ebook, através do Goodreads e do meu blogue, gratuitamente mas durante um período limitado de tempo. Espero obter algum feedback (opiniões, críticas e as terríveis estrelinhas do goodreads) e, porque é um texto tão diferente do “Alma Rebelde”, saber se agrada e a quem agrada. O resto logo se verá.

E para o teu futuro?
O futuro... o futuro... posso responder que a deus pertence? Não? Pois. A PE tem na sua posse um original, de título provisório “A Chama ao Vento”, que aguarda avaliação e que eu gostaria muito de ver publicado. Sem ser muito pesado, é mesmo assim um texto sobre a perda e sobre segredos de família, com três épocas, três gerações como pano de fundo. Recua, por exemplo, à Segunda Grande Guerra em Lisboa, e é contado a duas vozes e em duas partes. Mais não conto. Estou também a escrever, devagar, uma outra história de época... enfim, escrevo sempre, portanto terei sempre novos trabalhos. Quais deles verão a luz do dia? Não sei.

Onde podemos continuar a seguir o teu trabalho?
Para além da minha página de Facebook (http://www.facebook.com/carlamsoares.pt), com a qual trabalho muito mal, estou no Goodreads (http://www.goodreads.com/author/show/5816236.Carla_M_Soares) e tenho um blogue, o Monster Blues (http://monsterblues-cms.blogspot.pt/) onde vou publicando... bem, o que me apetece!




INTERVIEW WITH CARLA SOARES, AUTHOR OF "ALMA REBELDE"
Hello, Carla. Tell us a little about you.

I think the best way to talk about me is early in the book, more or less like this: I was born in 1971 (clarifying, I’ve joined the forties club). I graduated in Modern Languages and Literature at the Faculdade de Letras de Lisboa, and became a teacher. I have a Masters in American Studies - Gothic Literature and Film Studies. I’ve also a doctoral student at the Instituto de História da Arte, at the College where I graduated. I am first and foremost, daughter, mother, wife, friend. Compulsive reader and writer. Always. Let me add that I like my hours alone, especially for writing, I’m unable to tell a joke, but occasionally I laugh to tears, especially with my children. The hours of the day usually aren’t enough, but my motto is and always will be ‘everything can be done'.

When and how did your journey in the literature begin as an author?
It began at a time, after 30’s, in which I read a lot of fantasy. I had an idea and wondered if I could take it to the end. For years I didn’t write, not even a short story or a poem, but I wrote in a short time the 300 pages of a novel called “A Senhora do Rio” which, after editing, is yet to come out one day. That's been about 8 years ago and I never stopped writing. I write whenever I can and with great joy.

"Alma Rebelde" (“Rebel Soul”) was released by Porto Editora. Many writers would like to have the support of a "major" publisher. How did you get it?
I have often stated that this issue was a surprise to me, in a very difficult time to invest in new authors, and this being my first experience in history romance. It happened as normally as possible: I sent the original manuscript by email, and followed the process that I think is usual. As they didn’t know me, I really am an absolute and illustrious unknown; first, they wanted to know who I was. They asked me a short CV, wanted to know me personally. We talked at the Book Fair 2010... Yes, everything was very slow, but after this first phase, it was very simple. Porto Editora has an excellent machine, no way I felt relegated to the background for them for being a rookie. And if what is said about weddings in rainy days apply to releases of books, "Alma Rebelde" will be a tremendous success - it was raining cats and dogs!

What advice would you give to whom is starting now in the labors of writing?
One: ensure that your text is the best possible before sending it. Give it to many people to read, listen to the opinions, edit as much as necessary. Two: fill with courage and patience for the rejections, and especially to the lack of response. There are publishers who respond to your email quickly, others take a while, and others never ever respond. That’s the hardest part. Maybe you should do some research before proposing the manuscript, in order to know who publishes what kind of genre – it increases the chances of the manuscript being read. And make a good synopsis or summary.

Currently you’re working on a new manuscript, “A Grande Mão” ("The Big Hand"). Can you lift the veil a bit and tell us what is it about?
First, a correction and a clarification: “A Grande Mão” is much older than “Alma Rebelde”; it is a text, at least, five years old. It is about to go to school, lol. It was a text that Porto Editora liked (or they were nice) but the gender wasn’t of their interest. I think that they may have preferred not to bet on so many different types of texts from the same writer. It's a fantasy text, although this aspect is not too marked; and is both a great adventure with all its more dynamic features, trails, quests and battles, the discovery of skills and magical places, beautiful friendships, loves and personal truths. And growth. The synopsis, I think, says a lot about it.

What plans do you have for this new work?
Once it's mine and all mine to make what I want with it, I intend to make it available in ebook through Goodreads and my blog, free for a limited period of time. I hope to get some feedback (reviews, critiques and the terrible Goodreads’ starts). And because it’s a text so different from “Alma Rebelde”, I want to know to whom does it pleases and if it pleases. The rest we'll see.

And for your future?
The future... the future... can I answer that it belongs to God? No? Right. Porto Editora has in its possession a manuscript provisionally named "A Chama ao Vento” ("The Flame in the Wind"), which is waiting to be evaluated and I'd like to see it published. Without being too heavy, it’s still a story about loss and family secrets, with three epochs and three generations as a backdrop. It goes back, for example, to the Second World War in Lisbon, and is told in two voices and two parts. I won’t say more. I'm also writing, slowly, another story of epoch... anyway, I’m always writing, therefore I will always have new works. Which of them will see the light of day? I do not know.

Where can we continue to follow your work?
Besides my Facebook page (http://www.facebook.com/carlamsoares.pt), with which I work very badly, I'm on Goodreads (http://www.goodreads.com/author/show/5816236. Carla_M_Soares) and I have a blog, Monster Blues (http://monsterblues-cms.blogspot.pt/) where I'm posting... well, I feel like!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

“A Grande Mão”, Carla Soares



Carla Soares, autora de “Alma Rebelde” (Porto Editora), pediu-me que lesse o manuscrito do livro em que está a trabalhar: “A Grande Mão”. Como ainda não tem a sinopse oficial pronta, digo apenas que é a história de um rapaz órfão que enverga uma misteriosa runa ao pescoço e que irá descobrir que um grandioso destino lhe está reservado. Aqui fica a minha opinião sobre a história.

CRÍTICA
Acabei de ler "A Grande Mão” a 13 de julho de 2012. Dou-lhe 4 estrelas.
Gostei da história no geral; fez-me lembrar uma mistura de "A Mão Esquerda de Deus" (Paul Hoffman) com "O Mago" (Raymond E. Feist): "A Mão Esquerda de Deus", porque o Thomas também foi criado num mosteiro, se bem que diferente; e "O Mago", porque o Puk também veio a descobrir que era especial.
Também gostei da forma como a autora escreve. Nota-se que tem boas bases e um vocabulário rico, recorrendo a um léxico variado e ao uso de sinónimos para evitar repetições.
Quanto ao que me agradou menos, achei que as descrições por vezes eram muito extensas. Confesso que saltei algumas linhas, mas lá está: ou se gosta de descrição, ou não. Pessoalmente, achei que algumas se alongavam demasiado, tal como as divagações. Veremos como estes aspetos foram melhorados aquando do lançamento oficial do livro ;-)

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Carla Soares, author of "Alma Rebelde" (“Rebel Soul”), asked me to read the manuscript of the book she is working on: “A Grande Mão” ("The Big Hand"). Since it doesn’t have the official synopsis ready yet, let’s just say it is the story of an orphaned boy who wears a mysterious rune on the neck, and he will find that a great destiny is reserved to him. Here’s my opinion on the story.

REVIEW
I finished reading “A Grande Mão” on July 13, 2012. I rate it 4 stars.
I enjoyed the story in general. It reminded me of a mix of "The Left Hand of God" (Paul Hoffman) to "The Magician" (Raymond E. Feist): "The Left Hand of God", because Thomas was also created a monastery, though a different one; and "The Magician", because the Puk also came to discover that he was special.
I also liked how the author writes. You can tell that she has good foundations and a rich vocabulary, using a varied set of words and synonyms to avoid repetitions.
As for what I liked least, I thought the descriptions were sometimes very extensive. I confess that I skipped a few lines, but there it is: you like description or you don’t. Personally, I thought that some were too stretched, as the ramblings. We'll see how this aspects were improved by the official release of the book ;-)