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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Guest Post: KC Neal

A Lenda de Duas Capas, Guest post por K.C. Neal

Na semana passada, a nova capa de “Pyxis” foi revelada. Muitas pessoas ficaram surpreendidas com isto, e por uma boa razão: a original é absolutamente maravilhosa! Gostei muito dela, mas eis o que se passa: não é apenas uma imagem bonita, com o título e o nome do autor – é a embalagem de um produto.
Quando consideramos a embalagem para um produto, devemos analisar o resto do mercado. Como é que os pacotes de produtos similares - neste caso, livros - são? Em certa medida, a embalagem deve ser semelhante aos produtos no mercado, pois é isso que os compradores esperam, independentemente de nos apercebermos disso ou não.
Uma boa capa transmite imediatamente o correto género e sub-género, neste caso, jovem adulto paranormal. Enquanto a capa original era uma bela imagem, não era bem a embalagem certa para o livro. O design assemelhava-se mais a fantasia, e a rapariga na capa era um pouco jovem demais (apesar de, na vida real, ela ter a mesma idade que a Corinne, a personagem principal de “Pyxis”). Estes tipos de decisões não são fáceis, mas a capa é uma peça crítica de comercialização de uma obra e, enquanto autores, é importante sermos capazes de nos separar o suficiente dos nossos livros para podermos tomar as decisões corretas para os produtos que criámos. Essas decisões podem significar a diferença entre alcançar ou falhar o público-alvo.
Entretanto, a capa de “Alight” foi revelada. Espero que gostem!





Tale of Two Covers, guest post by K.C. Neal

Last week, the new cover for Pyxis was revealed. Many people were surprised that the book got a new cover, and for good reason. The original cover is absolutely beautiful! I liked the original cover a lot, but here’s the thing about a book cover: it’s not just a pretty picture with the title and author name on it. It’s packaging for a product.
When you’re considering packaging for a product, you must look at the rest of the market. What do the packages of similar products--in this case books--look like? To some extent, your packaging needs to look similar to the products in your market. Because that’s what buyers expect, whether they realize it or not.
A good book cover immediately conveys the right genre and sub-genre, in this case young adult paranormal. While the original cover was a beautiful picture, it wasn’t quite the right packaging for the book. The design was a bit too fantasy-looking, and the girl on the cover was a little too young-looking (despite the fact that in real life she’s just about the same age as the Corinne, the main character in Pyxis). These kinds of decisions aren’t easy, but the cover is such a critical piece of marketing a book, and as an author it’s important to be able to separate yourself enough from your books so that you can make the right decisions for the products you created. These decisions can mean the difference between reaching your target audience or missing the mark.
Meantime, the cover of “Alight” was revealed. I hope you like it!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Entrevista| Interview: KC Neal




“Pyxis” é o livro de estreia de K.C Neal e é já um verdadeiro sucesso. Leia esta curta entrevista para saber mais sobre esta obra e o que levou KC a tornar-se escritora.

Oi, KC! O que levou uma analista química e investigadora de biotecnologia a tornar-se escritora?
Escrevi bastante quando era criança e um adolescente, e Inglês era a minha disciplina favorita. Sempre quis escrever um romance, mas quando chegou a altura de ir para a faculdade, o meu lado prático sobrepôs-se e pensei “que diabos faria com uma licenciatura em Inglês”? Eu não queria ensinar Inglês. Então decidi licenciar-me em química. Só nos finais dos meus vinte anos voltei a escrever ficção.

Porque decidiu escrever um livro para jovens adultos (YA)?
Nunca esperei escrever YA. O primeiro romance (não publicado) que escrevi era ficção para mulheres - acho que se pode chamar isso - e foi estranho, porque nunca leio ficção para mulheres. Mas entretanto comecei a ler uma carrada de YA e, definitivamente, influenciou as minhas ideias para histórias. Li uma grande variedade de géneros, porém o meu favorito é ficção científica. Paranormal para jovens adultos é provavelmente o meu preferido a seguir.

Tem alguns autores favoritos? Acha que a inspiraram?
Sim, com certeza! Sou inspirada por Orson Scott Card, Robert Jordan, Stephen King, e um monte de autores "clássicos", como F Scott Fitzgerald e Charles Dickens.

Falemos sobre "Pyxis". Como foi escrevê-lo?
Bem, o primeiro rascunho foi ótimo de escrever - demorei apenas cerca de 6 semanas, fluiu-me. Contudo, a revisão foi dolorosa. Reescrevi provavelmente cerca de 80% do livro, o que levou cerca de 3 meses. Hmm, acho que nada disso foi fácil! Acho que é difícil criar personagens interessantes, fáceis de gostar, com falhas e reais. Ainda tenho muito a aprender sobre traçar uma trama também.

Como correu a procura por uma editora?
Quando escrevi Pyxis pretendia auto-publicar, por isso não estava mesmo à procura de uma editora. Tenho muita sorte que a StoneHouse Ink esteja sedeada aqui onde moro (Boise, Idaho, EUA). Conheci o proprietário, ele leu o meu manuscrito, e acabei por assinar um contrato com a StoneHouse. Francamente, estou feliz por não estar por minha conta através da auto-publicação. Uma editora independente acabou por ser a solução ideal para mim em termos de ter grande controlo sobre as decisões que afetam o meu livro, recebendo um royalty muito maior do que o padrão tradicional, e tendo a vantagem da experiência e do sucesso por detrás da StoneHouse.

"Pyxis" tem bastante sucesso. Quais os principais ingredientes que tornam este livro tão popular?
Quando o escrevi, não tinha absolutamente nenhuma ideia de como seria recebido. Vou ser honesta: fico sempre feliz e surpresa quando alguém me diz que adorou o livro, e acho que jamais mudaria, mesmo que vendesse um milhão de cópias. Os leitores em geral parecem gostar das personagens, dos mistérios tecidos na história e da natureza única da trama paranormal. Vários críticos gostaram que o romance entre Corinne e Mason não fosse “instantâneo”. Estas duas personagens têm muita história - são amigos desde o jardim-de-infância - e existem alguns percalços ao longo do caminho enquanto tentam descobrir o que querem ser um para o outro.

Quantos livros terá esta série?
Planeei-a como uma trilogia, mas estou a considerar escrever também uma curta prequela para o primeiro livro. O segundo livro, “Alight”, provavelmente não deve sair até julho. No entanto, sairá antes se conseguir que isso aconteça! A revelação de capa de “Alight” será dentro de apenas um par de semanas. Estou muito animada com isso - a revelação envolve uma grande surpresa ;)

Quer deixar uma mensagem para os seus leitores?
Quero sinceramente agradecer a todos os que reservaram o seu tempo para ler Pyxis e, especialmente, agradecer àqueles que escreveram comentários ou recomendaram o livro a amigos. Os “blogueiros” literários, especialmente, proporcionaram de facto o meu arranque como autora. Eles foram os primeiros a ler o livro, a revê-lo e a falar sobre isso. Os seus comentários ajudaram-me a entender e a definir quem sou enquanto escritora. É difícil pôr em palavras o quanto significa para mim. Muitos deles tornaram-se grandes amigos também, e eu adoro isso!

Onde podem as pessoas seguir o seu trabalho?
Facebook (facebook.com / AuthorKCNeal), Twitter (twitter.com / kcnealtweets), e o meu blogue (kcneal.blogspot.com) são ótimos lugares para conversar comigo. Tenho uma newsletter mais ou menos mensal com anúncios, “sneak peeks” e prémios (inscreva-se no meu blogue ou no bit.ly/KCNealNews). Sou particularmente ativa no Twitter; fiz um monte de amigos fabulosos lá. E de vez em quando faço tweet de algumas linhas do próximo livro enquanto o estou a escrever.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Crítica| Review "Pyxis", KC Neal

SINOPSE
Corinne leva uma vida comum de adolescente a trabalhar no café do pai, a sair com a melhor amiga, e a tentar esquecer um desentendimento com o seu quase-namorado, Mason. As coisas tomam um rumo estranho quando ela usa os corantes alimentares da falecida avó para uma venda de bolos e os seus clientes, de repente, passam a considerá-a irresistivelmente sedutora. Corinne descobre então que ela e Mason são assombrados pelos mesmos sonhos sobre uma força obscura que consome tudo no seu caminho. Perseguida por figuras sombrias e uma mulher doida com segredos do passado, Corinne tem que descobrir quem a sua avó realmente era. Na sua busca para desvendar a história da família, descobre que está destinada a proteger este mundo – e o mundo escuro dos seus sonhos. Ela corre para encontrar as respostas que procura antes que os seus pesadelos se libertem.

BLURB
Corinne lives an average teenage life working at her dad’s cafe, hanging out with her best friend, and trying to forget a falling-out with her almost-boyfriend Mason. Things take a strange turn when she uses her late grandmother’s food dyes for a bake sale, and her customers suddenly find her irresistibly alluring. Then she discovers she and Mason are haunted by the same dreams of a dark force that consumes everything in its path. Pursued by shadowy figures and a crazy woman with secrets from the past, Corinne must find out who her grandmother really was. In her quest to unravel her family’s history, she learns she is destined to protect this world - and the dark world of her dreams. She races to find the answers she seeks before her nightmares break free.




CRÍTICA
Acabei de ler este livro a 10 de Abril de 2012 e dou-lhe quatro estrelas. Trata-se de uma história direcionada para jovens adultos, o que se nota na cadência rápida com que os acontecimentos se sucedem. Não me importaria se a narrativa fosse um pouco mais extensa e pausada. O que mais me agradou tem a ver com a relação entre o título e o conteúdo. Ao ler “Pyxis” no título fiquei a pensar que, provavelmente, a história seria sobre fadas, duendes e pixies, porém estava enganada. Foi bom ver que a associação imediata que o título suscita afinal não corresponde à ideia que podemos preconceber. É pena que pouco seja adiantado sobre o que é afinal o Pyxis; gostaria de saber mais. Quanto ao romance entre Mason e Corinne, gostaria que tivesse sido um pouco mais desenvolvido; parece que é colocado em lista de espera face ao que está acontecer. Percebemos que gostam um do outro, por isso era bom que a Corinne fosse um pouco mais audaz nesta área. O final deixa o leitor curioso quanto ao que está para vir e a ansiar por mais. Espero saber em breve como se desenrolará esta história.

REVIEW
I finished reading this book on April 10, 2012 and I rate it four stars. This is a story targeted to young adults, which is noted in the fast-paced events that follow one another. I wouldn’t mind if the narrative was a bit more extensive and paused. What pleased me most has to do with the relationship between the title and content. When I read "Pyxis" in the title I was thinking that perhaps the story would be about fairies, elves and pixies, but I was wrong. It was good to see that the immediate association that the title raises does not correspond to the idea that we might preconceive. It is a pity that little is told about what the Pyxis is after all; I’d like to learn some more. As for the romance between Mason and Corinne, I wish it had been a little more developed; it seems to be put on hold against what is happening. We know that like each other, so it was good that Corinne was a little bolder in this area. The ending leaves the reader curious as to what is to come and yearning for more. I hope soon to know how this story will unfold.