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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Entrevista| Interview: Stacey Rourke




Stacey Rourke é mãe, esposa e uma auto-proclamada viciada em sapatos. Tem um Bacharelado em Administração de Empresas com especialização em marketing, no entanto - apesar dos excessivos empréstimos de estudante - decidiu seguir a sua verdadeira paixão pela escrita e não podia estar mais feliz com essa decisão. O primeiro livro desta escritora de Flushing (Michigan, EUA) intitula-se “The Conduit” e o segundo volume da série sairá este verão. Vamos então conhecer esta autora e o seu trabalho.

Como surgiu com a ideia para "The Conduit" (título difícil de traduzir… Basicamente, significa que a personagem canaliza os poderes de outrem)?
Eu sabia que queria um líder feminino forte, mas queria criar uma mitologia inteiramente nova por detrás disso. Uma grande quantidade de pesquisa levou-me ao Grifo, uma criatura que é meio leão e metade águia. Adorei a ideia de ter três irmãos que recebem cada qual um pouco da sua essência: um tem as qualidades da águia, outro as do leão e o Conduit é o escolhido que canaliza o poder do Grifo quando necessário. Sinto que é uma ideia única e estou muito orgulhosa dela!

Foi difícil escrever "The Conduit"?
Foi difícil não escrevê-lo! Assim que a história se começou a desenrolar na minha mente, queria deitar tudo cá para fora imediatamente, o que significava parar no meio de conversas com o meu marido só para anotar uma ideia antes que ela se me escapasse. Ele não foi um grande fã disso.

E o que disseram tanto ele como a sua família quando o livro foi publicado?
Não poderiam estar mais felizes ou ter-me dado mais apoio! Fui abençoada com um grande sistema de apoio em todos os meus amigos e família!

Que personagem foi mais divertida de criar?
A avó foi super divertida de criar! As suas maneiras são tão imprevisíveis e engraçadas para uma velha senhora! Aspiro ser como ela quando envelhecer!

Feitas as correcções e acertos finais, qual foi o próximo passo para ter o seu livro publicado?
Procurei agentes durante um ano inteiro e recebi rejeições suficientes para cobrir as paredes da minha casa com papel. A partir daí concentrei-me em pequenos editores independentes e foi então que “The Conduit” encontrou sua casa: a Publishing Outer Banks.

Pelo que entendo, esta é uma série. Quando sairá o próximo livro e qual será o seu título?
O próximo livro vai ser lançado pela Mystic Press este verão. O título é “Embrace” (“Abraço” em Português).

E o que podemos esperar de "Embrace"?
Estejam preparados para uma jornada que se desenrola a uma velocidade alucinante! “Embrace” é uma aventura engraçada, cheia de demónios e que foi muito divertida de escrever! Estou nas nuvens e excitada por poder compartilhá-la com o mundo!

Depois de escrever "The Conduit" e antes de começar "Embrace", houve um processo de aprendizagem. O que aprendeu entre a escrita dos dois livros?
Storyboard, storyboard, storyboard! Alguns escritores conseguem simplesmente escrever e deixar a história levá-los onde quiser. Eu não sou uma dessas pessoas. Eu divago interminavelmente, tal como as 110 mil versões de “The Conduit” podem comprovar. Crio cada cena em cartões de nota e fixo-os em quadros para que possa manter-me a mim própria e à história nos trilhos.

Qual foi o maior elogio que recebeu sobre a sua escrita? E qual foi a pior coisa que ouviu?
O melhor elogio que recebi foi o meu estilo de escrita ser comparado com o de Joss Whedon, que considero um contador de histórias brilhante. O pior que eu ouvi veio de alguém que não gostou nada da história e que disse a única coisa boa sobre a mesma foi que eu a pontuei bem. Au!

Quais são os seus planos para o futuro?
Concluir esta série e desenvolver outros projectos em que estava a trabalhar. Fora isso, criar duas meninas felizes e saudáveis – esse é trabalho principal.

A série “The Conduit” vai ser constituída por quatro livros pelo menos, porém isso é algo que ainda está por decidir. Segundo, Stacey Rourke, “tal ainda está no ar”, uma vez que ela tem “tantas ideias para o quarto livro, que talvez tenha que ser dividido em dois”. Continue a seguir as novidades sobre esta saga através dos seguintes links:

Twitter @Rourkewrites

domingo, 8 de janeiro de 2012

Opinião| Review: "The Conduit", Stacey Rourke


Acabei de ler “The Conduit” dia 26 de Dezembro de 2011 e, numa escala de um a cinco, dou-lhe 4 estrelas.
Gostei principalmente das reflexões irónicas da Celeste. A história é narrada na primeira pessoa e a personagem presenteia o leitor com as suas ideias e opiniões, algumas das quais bastante hilariantes.
Foi bom ler um livro que envolve elementos do paranormal diferentes, como o Grifo, a guia espiritual e os poderes que os três irmãos recebem. A história não varia no que diz respeito a alguém ser escolhido para uma missão especial, no entanto a explicação do porquê vai além do que ouvimos com maior frequência; tendo em conta que muito se repete hoje em dia, ler algo um pouco distinto é óptimo.
Quanto ao que podia ser melhorado na minha opinião… achei que faltava um pouco de emoção a meio da história. Por exemplo, a relação de Celeste e Alec foi abordada apenas superficialmente (embora o final deixe implícito que ele vai estar no centro de tudo no próximo volume). O próprio Alec surgiu como uma personagem que apenas aparece quando há uma notícia e acaba por ser arrastado pelos acontecimentos. Um pouco mais de personalidade não lhe fazia mal.
Fico à espera do próximo livro da série para saber o que se passa com Alec e para descobrir o que acontecerá à Celeste, até porque lhe foi dito que, quanto mais poder receber, menos humana será. Como afectará isso a sua vida?

I just finished reading "The Conduit" on December 26, 2011; on a scale of one to five, I give it four stars.
I especially enjoyed the ironic reflections of Celeste. The story is narrated in the first person and the character presents the reader with her ideas and opinions, some of which quite hilarious.
It was good to read a book that involves different elements of the paranormal, such as the Griffin, the spiritual guide and the powers that the three brothers receive. The story doesn’t vary in what comes to someone to be chosen for a special mission; however, the explanation of why it happened goes beyond what we hear most often. Given that much is repeated today, reading something a little different is great.
As for what could be improved in my opinion... I thought it lacked a bit of excitement in the middle. For example, the relationship of Celeste and Alec was only approached superficially (although the end of the story let us guess that he will be at the center of everything in the next volume). Alec himself appeared as a character that only shows up when there are news and he ends up being dragged by events. A little more personality wouldn’t harm him.
I'll be waiting for the next book in the series to know what’s going on with Alec and to find out what will happen to Celeste, because she was told that the more power she received, the less human she would be. How this will affect her life?



Link: http://www.goodreads.com/review/show/241036201