domingo, 29 de janeiro de 2012

Entrevista| Interview: Aaron Patterson

ENGLISH VERSION AVAILABLE HERE

Pai, snowboarder, leitor, um escritor que ajuda demasiado e que, quando vê um precipício, tende a correr para se atirar dele abaixo: eis Aaron Patterson. Autor best-seller desde 2008, “Airel” é o seu mais recente sucesso. Conheçamos este livro e uma das mentes criativas por detrás da estória.  

Quando escreveu "Airel"?
No ano passado.

Quanto tempo demorou a escrevê-lo?
Três meses.

O que o levou a escrever este livro?
Queria matar alguém de que toda a gente gostasse, fazê-los chorar… uma tragédia. Tornou-se algo diferente, mas essa era a ideia inicial. A base reside no Génesis 6, que fala sobre anjos que partiram para desposarem mulheres - essa é o alicerce da estória.

Esta é uma estória para jovens adultos (YA), um género diferente do que estava habituado a escrever. Foi difícil passar de um para outro?
Não. Ganhei um monte de leitores de YA com as minhas outras coisas, por isso queria mesmo escrever uma YA. Diverti-me imenso, e escrever do ponto de vista de uma rapariga foi uma experiência de aprendizagem engraçada.

Já que falou nisso, como foi estar na pele de Airel? Foi difícil escrever como se fosse uma rapariga?
Nem por isso. Apenas abordei as coisas, diverti-me mais do deveria e fi-la um pouco nervosa. O que aprendi de mais importante é não escrever uma rapariga ou uma adolescente como ela soa, mas como pensa. Para criar uma rapariga malcomportada pode usar-se a linguagem e fazê-la soar como um adolescente, mas isso não resulta com as “meninas boas”. Acima de tudo, não ache que soam como parecem; nas suas mentes pensam que são espertas e muito mais. Todos o pensamos, no final de contas...

Qual é a melhor coisa de Airel? O que torna este livro tão especial?
É real. Ela é real. Airel diz que nunca vai apaixonar-se que nem uma idiota por um rapaz e fá-lo. Ela comete erros e faz coisas estúpidas... Queria fazê-la real e não uma super-heroína perfeita como em tantos romances de YA. E ela é muito gira!

Que comentário recebeu dos leitores?
Até agora, a maioria adorou. Dizem que começa um pouco devagar, o que - mais uma vez - fiz como parte do que chamo de queimar lento... A maioria dos meus outros livros são rápidos do início ao fim, mas quis mudar ao longo desta série. Estou super animado para que “Michael” saia.

E quando sai “Michael”?
Na primavera.

O que podem os leitores esperar de "Michael"?
Uma tonelada de ação, mais stress e alguma tensão sexual em ambos. Vai ser um pouco mais quente... ok, muito mais escaldante e não vão conseguir antever o que tenho preparado!
Espero que eles se beijem finalmente, lol! Há outros livros planeados para esta série?
Cinco no total. E há que agarra-se ao beijo para torná-lo bom, lol!

Ficarei à espera dele! Agora, conheçamos o autor por detrás do livro. Fale-nos um pouco de si.
Pai, snowboarder, adoro ler e escrever. Ajudo demasiado e, quando vejo um precipício, tendo a correr para me lançar dele abaixo!

Hum, isso parece perigoso. Quando começou sua carreira de escritor?
Em 2008. “Sweet Dreams” saiu em dezembro de 2008.

E tornou-o num escritor de best-sellers, correto?
Sim. Esteve em primeiro lugar em três categorias durante mais de um ano.

Como fez isso? Quero dizer, como pode alguém tornar-se um autor best-sellers?
Aprendendo marketing online e usando blogues e redes sociais.

Que conselhos daria a novos escritores?
Não editem, contratem um profissional. Não façam as vossas próprias capas; podem julgar que estão boas, enquanto nós pensamos que não prestam. Não insistam em tentar encontrar um agente para obter um grande contrato de publicação, podem ter melhores resultados com uma pequena editora e ganhar mais dinheiro. Consultem estes conselhos e outros similares em http://theworstbookever.blogspot.com/2012/01/stonehouse-university-what-is-blog-tour.html
Falando em editoras, o Aaron não é apenas um escritor...
Não... Fundei a Ink StoneHouse no final de 2009. Temos cerca de 40 autores e mais de dez best-sellers.

Isso é algo em grande. Onde podemos obter mais dados sobre a StoneHouse?

Obrigado pela sua disponibilidade. Para terminar, como podemos continuar a seguir o seu trabalho?
@Mstersmith é o meu nick no Twitter.
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Blogue: Theworstbookever.blogspot.com

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Opinião| Review: "Airel", Aaron Patterson & Chris White


*SPOILER ALERT*

Acabei de ler “Airel” no dia 19 de Janeiro de 2012 e dou-lhe quatro estrelas. Dar-lhe-ia 4,5 se fosse possível. Porque não dar logo 5? Porque lhe falta aquele factor “x” que me deixaria a suspirar por um livro, embora esteja lá perto.
Antes de mais, e mesmo sabendo que não devo julgar um livro pela capa, quero deixar os parabéns à Claudia pelo excelente trabalho. Adoro a capa =)
Ora, o que me agradou nesta estória? Gosto do facto de misturar ação e romance – temos uma boa dose dos dois. Sempre que estamos fartos de lamechice, os autores mudam de estratégia e apresentam-nos uma cena de acção. Agrada-me este equilíbrio.
Gostei da Airel. É uma personagem forte, que dá sempre a volta por cima apesar de todas as contrariedades. O romance com o Michael também é bonito, embora não chegue a ser “consumado”. E que tal um beijinho pelo menos?! Lol! Quanto a isto, tenho um reparo a fazer: depois do combate com o Stan e o Seer, Airel junta-se a Kreios na biblioteca e farta-se de chorar por causa do seu desgosto amoroso. Esta é uma cena que alteraria. Ela já tinha chorado um mar de lágrimas antes de irem resgatar a Kim, não era preciso estar a repetir tudo outra vez. Creio que a cena poderia ter sido melhor aproveitada; por exemplo, Kreios podia ter-lhe falado mais sobre a sua origem ou sobre Eirel.A revelação em torno de James foi interessante. Já suspeitava da ligação de Michael à Irmandade, porém não desconfiava da natureza de James. Ah! E não me tinha ocorrido qual a identidade do assassino doido que surge depois de Airel ser raptada. Surpresas são sempre bem-vindas. Tenho uma observação a apontar: ambas as narrativas sobre Stan e Kreios estão na terceira pessoa, porém sempre que se trata de Airel, esta é-nos apresentada na primeira pessoa. Presumi então que, como este livro tratava sobre Airel, seria por isso que a estória era contada directamente por ela. No entanto, li o primeiro capítulo do volume seguinte, “Michael” (eu sei, fiz batota…), e este continua na terceira pessoa. Julguei que este seria apresentado na primeira, dado que é a estória de Michael, mas tal não aconteceu. Assim sendo, creio que fazia sentido que toda a narrativa se apresentasse na terceira pessoa. Os autores já deram mostras de que o sabem fazer, por isso porque não fazê-lo?
Também gostei do ritmo da estória. Não foi demasiado apressado e as coisas demoraram o seu tempo.
Por último, achei o final emocionante. Passei o tempo todo a pedir uma reviravolta, não acreditando que aquilo seria o que estava reservado a Airel. É um final que nos deixa na expectativa e a ansiar por mais. Venha então “Michael”!



I finished reading "Airel" on January 19, 2012 and I rate it four stars. I would rate it 4.5 if it was possible. Why not go for 5? Because it doesn’t have the “x” factor that would make me sigh for a book, although it is pretty close.
First of all, and even though I know I shouldn’t judge a book by its cover, I want to congratulate Claudia by her excellent work. I love the cover =)
Now, what did I like in this story? I like the fact that it mixes action and romance – we have a good dose of both. Whenever we’re sick of corny lines, the authors change their strategy and present us an action scene. I like this balance.
I liked Airel. She’s a strong character, who always comes out on top despite all the setbacks. Her romance with Michael is also beautiful, although it’s not “consummated". How about a little kiss at least?! Lol! In this regard, I have a repair to do: after the fight with Stan and the Seer, Airel joins Kreios in the library and she cries a lot because of her broken heart. That’s a scene I would change. She had cried a river before going to rescue Kim, it didn’t have to be repeated all over again. I think the scene could have been better used; for example, Kreios could have told her more about her origins or about Eirel.
The revelation about James was interesting. I suspected about Michael’s connection to the Brotherhood, but not about James’ nature. Oh! And I didn’t foresee the identity of the crazy killer who showed up after Airel was kidnapped. Surprises are always welcome.
I have an observation to make: both narratives about Stan and Kreios are in the third person, but when it comes to Airel, it is presented to us in the first person. I assumed that, as this book was about Airel, that would be why the story was told directly by her. However, I read the first chapter of the next volume, "Michael" (I know, I cheated...) and this continues in the third person. I thought it would be presented in the first, since it is the story of Michael, but this didn’t happen. Therefore, I consider it would make sense that the whole narrative was presented in the third person. The authors have already shown that they can do it, so why not bet on that?
I also liked the pace of the story. It wasn’t too rushed and things took their time.
Finally, the finale was exciting. I spent the whole time asking for a turnaround, not believing that that was what fate had in store for Airel. It's an ending that leaves us hoping and yearning for more. Next stop: "Michael"!

Link: http://www.goodreads.com/review/show/241997693