sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

"Se fosse perfeito"

 Leitura de janeiro conseguida!

Iniciei 2024 com uma autora de que gosto bastante: Collen Hoover. Uma ida à biblioteca municipal revelou a existência de um novo livro dela, pelo que aproveitei logo. Que melhor maneira de iniciar as leituras deste ano?

Pois bem, comecei com "Se fosse perfeito". É um livro a dois tempos, que oscila entre um presente triste e fingido e um passado recheado de expetativa e emoção. A maneira como é contada a história reflete a realidade crua de muitas pessoas, cujo dia a dia é feito de momentos de fingir ou de ignorar para não se enfrentar o que mais dói. São abordados temas que mexem com o universo feminino, como a endometriose, a fertilidade, o aborto, a adoção e a maneira como este casal em particular lida com tudo isso.

Ao ler a parte do passado, damos por nós a desejar que o mesmo reverbere no presente com força e que seja mais do que um eco do que já foi, pois foi tão bonito. Mas nada dura. "Se fosse perfeito"... Nada é perfeito e é isso que a autora nos mostra.

Não desvendo o final, até porque muito já disse. Fica a sugestão de leitura para que descubram ;) 


FICHA TÉCNICA

Título: Se fosse Perfeito

Autora: Colleen Hoover

ISBN: 9789895649730

Editora: TopSeller

sábado, 30 de dezembro de 2023

Leituras 2023

 

Com 2023 a chegar ao fim, acho que posso dizer que, nos últimos seis anos, foi daqueles em que consegui ler mais um pouco.

Houve alguns livros que li e não escrevi a minha opinião, mas como quero deixar em 2023 o que é de 2023, vou só fazer uma breve análise geral. Assim, li:

 

- “Deixa-te levar”, de Megan Maxwell

A autora espanhola tem uma escrita muito própria a que nos habituamos ou perde a graça. Sinceramente, já não estava habituada, o que me tornou difícil entrar na história.

 

- “Cavalheiro pecador”, de Jodi Ellen Malpas

A ideia de não se poder tocar não é inédita, mas foi interessante. De resto, leu-se, mas não me cativou muito.

 

- “A melodia do pássaro amarelo”, de Jennifer Rosner

Adorei esta história, que podia ser o exemplo de tantas outras ocorridas neste período negro da Humanidade. Era bom que a autora tivesse dado um pouco mais de continuidade para sabermos mais do reencontro entre mãe e filha, mas continua a ser uma história bonita assim.

 

- “O homem errado”, de Tillie Cole

Gosto de emoções e de romantismo. Este fica na categoria de “lê-se” e “é engraçado”. Acho que a forma como vemos e lemos os livros depende do nosso estado de espírito e talvez não estivesse no mais adequado aquando desta leitura. O EXCESSO de palavrões também não foi NADA apelativo.

 

- “A menina que fazia nevar”, de Grace McCleen

Tentei variar além dos romances e conhecer autores cujos trabalhos ainda não conhecia. Este livro parecia promissor, por isso trouxe-o. Confesso que passei algumas páginas à frente quando a menina se punha a divagar, pois aborrecia-me. Em linhas gerais, gostei da ideia e a história é interessante, passando pelo luto, pela fé exarcebada, culto e a maneira como isso influencia o modo como uma criança vê o mundo.

 

Em 2024 vou tentar ler um livro por mês. Não é uma promessa, apenas algo que gostaria de tentar fazer.

 

Feliz Ano Novo!