quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Ena! 2 anos!

Olá, olá, olá!

É incrível como o tempo passa... Desde dezembro de 2018 que não escrevo no blogue, ou seja, já lá vão dois aninhos. O motivo principal é sempre o mesmo: falta de tempo e refiro-me a falta de tempo para mim mesma. A minha vida reparte-se atualmente por trabalho, lides domésticas e maternidade. Fora isso, nem ver uma série, ver um filme ou ler um livro. Não dá para tudo, logo a atividade limita-se ao essencial.

Muitos poderão dizer que mais vale encerrar o blogue, mas já antes tive um blogue do mesmo género, encerrei-o e, quando as circunstâncias mudaram drasticamente e podia dedicar-me a ele, tive de começar tudo de novo. Mais vale publicar à medida do que posso do que não publicar de todo, mesmo que passem dois anos.

2020 foi o ano do início da pandemia da maldita COVID-19 e muitos partilharam que o período do confinamento era um espetáculo para pôr a leitura em dia. Pois, só se for da Mulan, da Cinderela ou de qualquer outra princesa da Disney. Para quem tem filhotes em casa para entreter, meter a leitura em dia não passou de utopia.

Contudo, ao longo do ano consegui ler cerca de cinco livros. Por ler entenda-se demorar meses na mesma história e só conseguir ler quatro ou cinco linhas às vezes até uma nova interrupção de "mãe, brinca comigo". Sinceramente, não consegui formar opiniões claras acerca de alguns deles, mas vou tentar partilhar as impressões com que fiquei nos próximos dias (se a divindade do tempo a isso me ajudar).


Até breve? 😉

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

OPINIÃO: “Os Meninos que Enganavam os Nazis”


Título: “Os Meninos que Enganavam os Nazis”
Autor: Joseph Joffo 
ISBN: 9789722361347
Edição ou reimpressão: 2017
Editor: Editorial Presença
Páginas: 148

SINOPSE
A luta pela sobrevivência contada por um menino judeu na França ocupada pelos nazis. Uma história verídica.
1941. Paris é uma cidade ocupada pelos exércitos nazis. O poder de Hitler controla a França; as perseguições e o medo pairam por todo o país. Joffo, um respeitado barbeiro judeu, decide dispersar a sua família de forma a evitar o destino cruel que os espera a todos. Depois da fuga dos filhos mais velhos, perante o perigo sempre à espreita, Joseph, de apenas dez anos, e Maurice, de doze, deixam também a capital, entregues a si próprios, para tentarem escapar à brutalidade e à morte. Uma impressionante história autobiográfica narrada pelo irmão mais novo, cuja espontaneidade, ternura e humor comprovam o triunfo da amizade, da generosidade, do espírito de entreajuda.

OPINIÃO
Li este livro em novembro de 2018, aos bochechos, mas lá consegui terminá-lo.
Do ponto de vista literário, não é dos melhores livros que já li; do ponto de vista humanitário, é um relato de sobrevivência interessante, que apresenta a perspetiva de uma criança sobre uma época deveras marcante. Por se tratar de uma história autobiográfica e escrita nas condições expostas pelo autor, não vou tecer mais críticas para além destas linhas. Acrescento apenas que gostei das “perguntas frequentes” que o autor acrescentou na reedição do livro e que compreendo perfeitamente o que disse quando expressou arrependimento por não ter seguido a produção do filme mais de perto – foi demasiado alterado e alguns factos não batem certos. Discordo completamente de tal abordagem, pois esta é uma história real, não devia ser deturpada… É a minha opinião.